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Defensoria participa da segunda edição do Encontro do Sistema de Justiça Criminal

O evento começou ontem (29) e segue até hoje (30) na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (ESMAGIS/MT)
Alexandre Guimarães | Assessoria de Imprensa/DPMT

O defensor público-geral, Clodoaldo Queiroz, representou a Instituição no evento. - Foto por: Lígia Saito/TJMT
O defensor público-geral, Clodoaldo Queiroz, representou a Instituição no evento.
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O defensor público-geral de Mato Grosso, Clodoaldo Queiroz, representou a Instituição na segunda edição do Encontro do Sistema de Justiça Criminal, que começou ontem (29) e segue até hoje (30), na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (ESMAGIS/MT).

“Para os operadores do Direito, há a necessidade constante de entendimentos, principalmente dos precedentes dos tribunais superiores, que são todos objetos que vão ser tratados aqui. O Direito evolui muito e é necessário que os profissionais estejam sempre se capacitando”, destacou Queiroz.

O Encontro é realizado pelos dirigentes do Poder Judiciário de Mato Grosso, Corregedoria-Geral de Justiça, Corregedoria-Geral da Justiça, ESMAGIS/MT, em parceria com a Polícia Judiciária Civil do Estado.

A prova testemunhal e o reconhecimento dos criminosos têm dado suporte a muitos inquéritos de processos criminais, impactando diretamente o resultado dos casos.

Palestra - Nessa linha, na tarde de ontem (29), o desembargador Orlando Perri falou sobre o “Reconhecimento de pessoas e a psicologia do testemunho” durante a segunda edição do Encontro do Sistema de Justiça Criminal de Mato Grosso.

A palestra foi voltada aos integrantes da Justiça e da segurança pública, abordando pontos como o funcionamento do cérebro e da memória sobre intenso estresse, armazenamento de informações na memória, reconhecimento facial, atenção principal e periférica, dentre outros pontos.

Segundo o magistrado, às vezes, durante o depoimento, as testemunhas se equivocam porque dependem do cérebro para relembrar o que aconteceu e ele pode falhar.

“Quando captamos uma imagem, ela não é recebida totalmente como a realidade. No processo da memória temos pelo menos quatro fases: a percepção, a codificação, o armazenamento e a evocação da imagem (recordação do ocorrido). É nessa última fase que podem ocorrer as falsas memórias, pois no momento da evocação, o cérebro faz uma reinterpretação do que aconteceu. Nesse processo se agregam informações novas que muitas vezes não só acrescentam informações antigas, mas as substituem. Por isso, que uma imagem codificada em determinado momento nunca será fielmente retratada em depoimento”, afirmou Perri.

* Com informações da Coordenadoria de Comunicação do TJMT.