Pular para o conteúdo
Voltar

Servidores da DPMT têm palestra sobre câncer de mama no Outubro Rosa

O evento foi um bate-papo com os servidores que puderam ter acesso ao relato de uma colega que diagnosticou e tratou a doença e sobre como o problema pode afetar uma família
Márcia Oliveira | Assessoria de Imprensa/DPMT

- Foto por: Bruno Cidade
A | A

A prevenção e o tratamento da doença que ficou conhecida como uma das “pragas da modernidade”, o câncer, especificamente o de mama, foi tema de palestra para os servidores da sede administrativa da Defensoria Pública de Mato Grosso. O evento foi organizado dentro da programação do Outubro Rosa, com o propósito de estimular a prevenção e o cuidado com a saúde.

A abertura do evento foi feita pela secretária executiva da DPMT, defensora Maria Luziane Castro, que alertou sobre a importância do autocuidado com a saúde, da prática de exercícios físicos e da alimentação saudável. Ela contou a história pessoal de sua família que acompanhou o diagnóstico e tratamento do câncer de mama que afetou a sua mãe.

“Quero agradecer a presença de todos aqui para batermos um papo sobre o Outubro Rosa e compartilhar que tive um caso na família. Minha mãe passou pelo diagnóstico e tratamento do câncer de mama, ela ainda está tratando, dentro do intervalo de cinco anos. E a doença é triste e devastadora. Trabalhar a conscientização de todos é muito importante. Eu cuidei dela na minha casa e é algo que afeta a todos de forma intensa”, disse.

A defensora informou que diante do caso e de vários outros registros em sua família, faz exames médicos preventivos todos os anos e, há algum tempo, decidiu que em sua vida a alimentação saudável e a atividade física seriam duas de suas prioridades. “Por experiência, o que posso dizer a vocês é: cuidem-se, amem-se e nunca se coloquem em segundo plano”.

Experiência de Vida - A palestra sobre o tema foi feita pela servidora da Instituição, Adriana Venturoso, que contou qual foi sua conduta e postura diante da vida, depois de ser diagnosticada com a doença, em 2017, a partir de exames médicos de rotina.

“Eu não sentia nada, não tinha qualquer dos sintomas apresentados nas campanhas publicitárias sobre a doença. Procurei minha ginecologista, à época, por estar sentindo uma cólica, que não tinha qualquer relação com a doença. Em 30 dias fiz todos os exames e meu médico decidiu me operar, mesmo sem ter certeza do que nos aguardava. Ele encontrou um nódulo do tamanho de um ovo de codorna e dezenas de outros. Por sua ousadia, eu ganhei uma segunda vida”.

Adriana explicou aos colegas que depois da receber o diagnóstico e extrair uma das mamas, mudou radicalmente seu estilo de vida, passou a estudar o tema, recebeu o apoio do grupo MT Mamma e se tornou voluntária da associação para disseminar informações que sensibilizem as pessoas a estarem atentas ao problema.

Ela falou sobre as duas possibilidades apontadas pela medicina para que uma pessoa desenvolva a doença, a hereditariedade e os maus hábitos alimentares e de saúde; contou como foi o seu tratamento, o apoio que recebeu da família, amigos e profissionais da área da saúde e como faz seu trabalho voluntário hoje, superando muitas vezes para isso, o desânimo e o cansaço.

“Durante minha experiência aprendi que eu tinha vários maus hábitos alimentares, pois comia produtos industrializados, processados, enlatados, tomava leite de caixinha, açúcar processado, sal, fazia tudo errado. Desde o meu tratamento, mudei tudo e acredito que Deus me deu outra chance pela alimentação saudável e pela medicina. Agora só vou ao mercado para comprar produtos de limpeza. Meus alimentos eu os compro em feiras livres e os produzo”, disse.

O que evitar – Adriana afirma que estudos indicam que as chances de uma pessoa que consome enlatados rotineiramente ao longo da vida desenvolver o câncer é de 30% em relação aos que não fazem uso desse tipo de produto. E, no caso do uso rotineiro do micro-ondas, ela afirma que o índice sobre para 40%.

Fazer exercícios físicos, acompanhar o histórico de registro da doença na família e persistir na investigação, quando algo fora do normal surgir, é outro fator importante, alerta.

“O meu exame de mama apontou pontinhos, mas os exames de punção não conseguiram chegar até eles. O médico tomou a decisão ousada de me operar. Ele arriscou. E graças a Deus foi tudo rápido. No Sistema Único de Saúde (SUS) isso seria impossível”, relembra.

A servidora ainda contou como enfrentou a quimioterapia, como decidiu continuar trabalhando, mesmo em tratamento, e relembrou o apoio da família e de sua filha, Isabele, hoje com 11 anos, nas horas mais difíceis e dolorosas do processo. “Doente, só sobram aqueles que realmente nos amam, por isso digo, visitem um doente de câncer sempre que puderem”, relembrou a fase emocionando os colegas.

Estatísticas - Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam a estimativa de 680 casos de câncer de mama em mulheres para cada grupo de 100 mil habitantes em Mato Grosso e 220 casos para cada grupo de 100 mil, em Cuiabá, no ano de 2018. E lembram que em muitos casos, a doença é silenciosa e não dá pistas de sua existência.

Ainda segundo Adriana, o câncer de mama não é uma doença privativa das mulheres, para cada 100 registros em mulheres, um homem será acometido. Por esse motivo é importante que eles também observem seu corpo. O tratamento, após a retirada do tumor é mantido por 10 anos.

Núcleos – Os coordenadores do Núcleo Cível e de Segunda Instância de Cuiabá reuniram os servidores e, para lembrar e não deixar o Outubro Rosa passar em branco, trabalharam todos uniformizados com a camiseta que faz referência à campanha.

Dia do Servidor Público - Após a palestra, os servidores participaram de um sorteio de brindes e de uma confraternização. “Quero agradecer aos servidores que fazem a Instituição crescer e dizer que é muito bom olhar para o rosto de vocês e muitas vezes ver que compartilham o mesmo sonho que nós, os defensores. Obrigada pelo companheirismo, pela compreensão, pelo comprometimento e saibam que tudo que fazem tem retorno na vida dos pobres e carentes que precisam do trabalho da Defensoria Pública”, disse Luziane.