Pular para o conteúdo
Voltar

Defensoria Pública participa de ação emergencial que acolheu nove pessoas em situação de rua em Cuiabá

A defensora Rosana Monteiro solicitou informações à Prefeitura sobre problemas estruturais e vagas ainda não preenchidas em albergues da capital
Alexandre Guimarães | Assessoria de Imprensa/DPMT

Nove pessoas em situação de rua foram acolhidas em albergues na capital após ação que contou com a participação da Defensoria Pública. - Foto por: Divulgação
Nove pessoas em situação de rua foram acolhidas em albergues na capital após ação que contou com a participação da Defensoria Pública.
A | A

Na última sexta-feira (8), a Defensoria Pública participou de uma ação de acolhimento emergencial junto à população em situação de rua em conjunto com a equipe de abordagem da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência e representantes do Fórum da População em Situação de Rua, que resultou no abrigo de nove pessoas encaminhadas às três unidades dos albergues municipais de Cuiabá.

A ação foi mais uma operação direcionada aos sem-teto nesse período de pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Durante as abordagens, foram repassadas orientações sobre a importância do isolamento social e medidas de higiene.

“Fui acompanhar e foi bom. Eles informaram o número de vagas em cada albergue. Só disseram que não poderiam acolher no hotel. Eu tinha recebido demandas de algumas pessoas em situação de rua e praticamente preenchemos todas as vagas”, relatou a defensora pública Rosana Monteiro, coordenadora do Fórum da População em Situação de Rua (Fórum Pop Rua).

A defensora também visitou albergues na terça-feira (12). “Fui visitar o hotel albergue e também fui no Albergue Municipal Manoel Miráglia. A gente estava recebendo denúncias de que o hotel albergue não queria acolher pessoas”, declarou.

De acordo com Rosana, os albergues estão de fato aquém da capacidade máxima de acomodação. “Tinha em torno de 30 pessoas acolhidas, sendo que o hotel tinha capacidade para 120 pessoas. E no albergue, com capacidade para 50 pessoas, havia apenas 36 pessoas. A justificativa era porque tinha algumas goteiras, problemas na estrutura do prédio. Diante dessa situação, solicitei informações à Prefeitura”, descreveu.

A defensora pública afirmou que está fazendo uma nova recomendação à Prefeitura de Cuiabá relativa ao repasse do cofinanciamento dos recursos federais para municípios e estados. “Já tem dez dias que o dinheiro está disponível, só precisando que façam o aceite e o município não faz. Vamos fazer uma recomendação para que façam isso e o dinheiro venha para a compra de equipamentos de proteção individual (EPIs), ampliação da capacidade de acolhimento etc.”, disse.

Prefeitura – Segundo a coordenadora de Proteção Social Especial, Maggie Carolina Maidana, todas as pessoas acolhidas são adultas do sexo masculino, incluindo um venezuelano.

Aqueles que não aceitaram o acolhimento, de acordo com a Prefeitura, receberam cobertores, além de instruções sobre como a documentação necessária para obter o auxílio emergencial de R$ 600,00 (seiscentos reais) do Governo Federal.

As regiões do Porto, Rodoviária e Praça Ipiranga foram os locais percorridos pela equipe. “Esse trabalho de sensibilização é permanente. É meta do prefeito, Emanuel Pinheiro, e da primeira-dama, Márcia Pinheiro, oferecer acolhimento para o maior número possível de pessoas em risco de vulnerabilidade social. Sabemos que muitos ainda são resistentes, mas esse trabalho contínuo aos poucos vai alcançando os resultados por nós esperados”, afirmou a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Hellen Ferreira.

Na oportunidade, a secretária informou que os trabalhos de abordagem continuam, pois ainda existem vagas disponíveis no hotel albergue e nos albergues municipais. “Com esses novos acolhidos, temos agora disponíveis cerca de 60 vagas”, disse.

As vagas nos albergues municipais são direcionadas a pessoas em trânsito ou que vieram para Cuiabá e não conseguem voltar de imediato. A distribuição dos lugares é feita de acordo com o perfil de cada um. “Os interessados devem fazer a triagem com a equipe dos Centros de Referência Especializados (Creas), que fazem a distribuição de acordo com o perfil de cada pessoa”, destacou.

Já o chamado hotel albergue é voltado às pessoas que já estão há algum tempo em lugares de concentração desse público em situação de rua, como o Morro da Luz, Praça do Porto, Rodoviária e Beco do Candeeiro.

Participantes – Além da defensora Rosana Monteiro, participaram da ação os coordenadores do Albergue Manoel Miráglia e Creas, e técnicos da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência.