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Idoso corre risco de vida a espera de vaga em UTI, mesmo após Defensoria conseguir liminar na Justiça

Ele está internado desde o dia 10 de maio no Hospital Municipal de Juara, 695 km de Cuiabá e a informação oficial é de que não há vaga no SUS
Márcia Oliveira | Assessoria de Imprensa da DPMT

Ilustração - Foto por: Bruno Cidade
Ilustração
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Dois dias após conseguir liminar na Justiça para que o idoso José Adeito da Silva, 73 anos, seja levado para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a Defensoria Pública de Mato Grosso aguarda que o Estado e o município de Juara façam a transferência do idoso por UTI aérea, sem sucesso. Ele foi internado no Hospital Municipal de Juara, 695 km de Cuiabá, no dia 10 de maio, onde os médicos detectaram que ele corre risco de morte, caso não faça um cirurgia vascular de urgência.
 

A defensora pública que atua na comarca, Carolina Giordano, informa que a liminar determinando a transferência foi concedida pelo juiz do Plantão Cível de Várzea Grande, Wladys do Amaral, às  21h38 de sexta-feira (15/5), porém, até o momento as informações por parte do Estado e do município de Juara são de que não encontraram vaga em UTI.

O juiz determina que a transferência seja feita para um hospital do Sistema Único de Saúde (SUS), em 12h e caso a medida não seja tomada no prazo, estabelece multa diária de R$ 1 mil, além de sanções cíveis e penais para os responsáveis pelo descumprimento da decisão. Na manifestação, o juiz ainda define que além da vaga na UTI para a cirurgia, o paciente tenha coberta toda a medicação necessária para o seu tratamento.

A defensora informa que foi procurada pela família e em seguida entrou com o pedido para que o idoso recebesse o tratamento adequado.  Ele chegou ao hospital municipal de Juara com dor abdominal e lá recebeu o diagnóstico de infecção urinária por repetição e após três dias, os médicos identificaram “um aneurisma de aorta abdominal infrarenal, roto tamponado, com compressão sobre o ureter esquerdo”.

E que diante do diagnóstico, a cirurgia vascular de urgência foi prescrita. Porém, a equipe médica local informou à família que o hospital municipal não conta com o profissional cirurgião vascular, nem com UTI e que a transferência era necessária para a vida do idoso. Informaram ainda que a vaga já havia sido solicitada no sistema de regulação, administrativamente, mas que não conseguiram.

“A família está muito preocupada, pois o senhor José é um idoso e o caso dele é grave. Eles ligaram no sistema de regulação e a informação que receberam é de que não há vaga no SUS. E que diante disso, estariam pedindo orçamentos na rede privada, porém, esses pedidos seriam lidos só a partir de amanhã (18/5), o que os deixou aflitos. O que precisamos é que o caso seja tratado com a urgência que merece”, explica a defensora.

Leia a íntegra da decisão aqui.