Pular para o conteúdo
Voltar

Defensoria Pública consegue liminar na Justiça e idosa com Covid-19 é transferida para UTI

O teste rápido deu negativo para Covid, mas o exame posterior deu positivo e o quadro de Albertina Claro se agravou muito em uma semana
Márcia Oliveira | Assessoria de Imprensa da DPMT

Hospital Regional de Sinop para onde Albertina foi transferida no dia 17 - Foto por: Divulgação
Hospital Regional de Sinop para onde Albertina foi transferida no dia 17
A | A

A Defensoria Pública de Mato Grosso conseguiu liminar na Justiça para transferir a aposentada Albertina de Souza Claro, 68 anos, diagnosticada com Covid-19, para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Sinop, 500 km de Cuiabá. Ela foi transferida na noite de quarta-feira (17/6) do Hospital São Lucas, em Lucas do Rio Verde onde mora, depois que seu quadro de saúde foi considerado grave. Ela foi internada na segunda-feira (15/6).

A família relata que a aposentada passou mal com sintomas virais na semana anterior, e no dia 11 ou 12, o neto com quem ela mora, a levou no Posto de Saúde da cidade, onde ministraram antibiótico e a orientaram a voltar para casa. O filho de Albertina, Reginaldo Claro, disse que a mãe é hipertensa, tem diabetes e já teve pneumonia. “A situação dela só piorou desde então e no dia 15 a levamos para o hospital. Lá ela já foi colocada no oxigênio, em situação de emergência”.

Reginaldo afirma que durante todo esse tempo teve muitas dificuldades de acesso à informações sobre a mãe, só vindo a ter notícias dela, no dia 17. “Eles me disseram que ela tinha passado muito mal na madrugada, o que os levou a entubá-la, e que ela precisaria de uma UTI, com urgência. Desde então está sedada. Foi assim que buscamos ajuda da Defensoria, porque pelo sistema de regulação, não havia vaga de UTI em lugar nenhum”, explicou.

O defensor público que atua em Lucas do Rio Verde, Fábio Barbosa, afirma que logo que tomou conhecimento do caso protocolou uma ação de obrigação de fazer, com pedido de liminar, contra o Estado e o Município de Lucas, para que ambos viabilizassem a vaga para Albertina. No pedido ele registra a “urgência” do caso, protocolado na Primeira Vara Especializada de Fazenda Pública de Várzea.

O juiz José Luiz Lindote acatou, em partes, o pedido da Defensoria Pública e no fim da tarde do dia 17, deu prazo de 48h para que a vaga fosse encontrada no Sistema Único de Saúde (SUS), do município mais próximo da paciente. “Além de movermos a ação, buscamos reforçar com os gestores de saúde da cidade a urgente necessidade de encontrar a vaga para a paciente, pois o estado dela era grave, com risco de morte iminente”, explica o defensor. 

Barbosa informa que na noite do dia 17 tomou conhecimento que haviam encontrado a vaga e que a transferência da paciente seria por UTI Móvel, para a cidade de Sinop. “Aqui no hospital de Lucas do Rio Verde o quadro dela era descrito como de dispnéia, taquipnéia,  confusão mental, tosse, cefaleia, falta de ar e rebaixamento de consciência, necessitando com urgência da transferência, segundo boletim assinado pelo médico Nelson Hasegawa Júnior. E foi assim que ela foi transferida”, informou.

Reginaldo afirma que ele e a esposa se colocaram à disposição do sistema público de saúde para fazer o teste para Covid-19, o que deu negativo. Porém, ele informa que a esposa sentiu alguns sintomas. “Até o momento a única orientação é aguardar em casa. A nossa preocupação agora é com a recuperação da saúde de minha mãe, mas teremos que tomar todos os cuidados também, pois um dos remédios que dizem que é importante para a fase inicial, não estamos encontrando em lugar nenhum”, disse.