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Defensoria Pública quer saber os efeitos do teletrabalho na saúde e qualidade de vida dos servidores e membros

Uma pesquisa elaborada pela ATAI com apoio de várias áreas da Instituição servirá como base para a sugestão de cursos, treinamentos e a manutenção do teletrabalho após o fim da pandemia
Márcia Oliveira | Assessoria de Imprensa da DPMT

Ilustração - Foto por: Ilustração
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A Defensoria Pública de Mato Grosso quer ouvir defensores e servidores sobre os impactos do teletrabalho na saúde mental, na qualidade de vida e na produtividade dos profissionais. E a partir disso, elaborar cursos, estabelecer intervenções psicossociais, ações estratégicas para grupos minoritários e analisar a eficácia em fazer do sistema, uma prática institucional, após o fim da pandemia. 

Para conseguir executar o trabalho, uma pesquisa com 67 perguntas ficará disponível por cinco dias, a partir desta terça-feira (8/9), em Formulário do Google, cujo link será enviado nos e-mails funcionais. A partir dela,  membros e servidores poderão auxiliar no trabalho com suas respostas. E caso seja necessário, o período de coleta de informações será prorrogado por mais cinco dias. 

As perguntas foram divididas em sete blocos temáticos que buscam informações sobre dados gerais do trabalhador, contexto domiciliar, comportamento em relação à pandemia, condições de teletrabalho, condições para o retorno ao trabalho presencial, saúde mental, qualidade de vida diante do teletrabalho e outras.

A pesquisa qualitativa e quantitativa é feita sob a coordenação da Secretaria Executiva da DPMT, a partir da Assessoria Técnica de Assuntos Interdisciplinares (ATAI). “A análise da pesquisa será fundamental para a tomada de decisões por parte da Administração. Sabemos que a pandemia impôs uma mudança grande na rotina de todos, membros e servidores e saber os efeitos desse novo normal é importante para buscar minorar qualquer impacto negativo”, disse a secretária executiva da DPMT, Luziane Castro.

As psicólogas e assistentes sociais da ATAI apresentaram a proposta da pesquisa, auxiliaram na elaboração das perguntas e atuarão na coleta e análise dos dados. A psicóloga que integra a unidade, Sirlene Ribeiro informa que o tempo gasto para responder às perguntas é de, em média, 20 minutos. 

Ela lembra que a partir das respostas, a Instituição também contará com o perfil dos seus recursos humanos, dado que afirma, é de extrema importância para a definição de políticas de trabalho para o público interno. A iniciativa teve origem numa solicitação da Comissão Permanente Especializada em Sistema Prisional, encaminhada para a Corregedoria-Geral.

“A Corregedoria sugeriu à Administração Superior que elaborasse um estudo sobre as consequências pessoais e administrativa do teletrabalho na DPMT e indicou a nossa participação, o que foi acatado. A partir daí, convidamos a Gerência de Desenvolvimento Funcional e Qualidade de Vida, uma servidora que atua diretamente no Atendimento, o Gaedic-Gênero e a Escola Superior da Defensoria, todos nos auxiliaram nas perguntas, pois as informações terão amplo uso dentro da Defensoria”, explica.

Iniciativa - O primeiro subcorregedor-geral, Carlos Roika, afirma que a ideia do estudo partiu da Comissão, que ficou preocupada com a saúde mental de membros e servidores diante da mudança da rotina com a vinda do teletrabalho em decorrência da pandemia. “A Comissão tem ciência que este novo modelo, o teletrabalho, é um instrumento que veio para ficar. Por isso, a necessidade de ser feito esse estudo, pois o sistema de trabalho nunca foi aplicado em nossa Instituição”.

Roika avalia que apesar dos desafios, o regime de teletrabalho trouxe vários aspectos positivos. “Ele permitiu mais autonomia profissional no que se refere à gestão do tempo individual de trabalho, além da praticidade na comunicação entre os núcleos da DPMT e outras instituições. A Comissão acredita que a modalidade é algo que veio para somar no desenvolvimento das atividades, porém, como é uma forma de labor não usual ou costumeira, os servidores precisam entender melhor a forma de trabalho e suas consequências na nossa saúde”. 

Sigilo - Os servidores e defensores que não quiserem se identificar, poderão responder às perguntas, pois a equipe assegura o anonimato, o sigilo e a confidencialidade das informações. No cronograma, a equipe da ATAI pretende analisar os dados a partir do dia 15 de setembro e apresentar propostas de intervenção e o relatório final no dia 23 de outubro.

“A Escola Superior pretende oferecer cursos a partir das respostas, o Gaedic-Gênero pretende sugerir intervenções, a nossa equipe quer apresentar propostas de trabalho nas áreas psicossociais e a Administração Superior, verificar se o teletrabalho será uma modalidade funcional e eficiente para ser adotada após a fim da pandemia. Portanto, precisamos da colaboração de todos”, explica Sirlene.