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Defensor público festeja dez anos de projeto social que treinou 7,8 mil crianças e adolescentes no judô

Cid de Campos Borges Filho atua como voluntário do projeto Judô Bope desde 2016, onde conta, já viu a vida de muitas crianças e adolescentes mudar para melhor
Márcia Oliveira | Assessoria de Imprensa da DPMT

Projeto já treinou 7,8 mil alunos em judô, de forma voluntária - Foto por: Divulgação
Projeto já treinou 7,8 mil alunos em judô, de forma voluntária
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“O projeto é lindo. Ver a alegria das crianças, adolescentes e a transformação das vidas é extremamente gratificante. Nele, todos são voluntários e tudo que fazem é por amor, por vocação”. A declaração do defensor público que coordena o Núcleo Criminal de Segunda Instância da Defensoria Pública de Mato Grosso, Cid Campos Filho, é sobre o projeto “Judô Bope”, da Polícia Militar, que faz dez anos nesta segunda-feira (5/10) e no qual ele atua como voluntário desde 2016.

Criado e coordenado pelo subtenente do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Adalberto Correia Júnior, a iniciativa tem como objetivo estimular crianças e adolescentes carentes, por meio do esporte, a absorverem valores como a coragem, disciplina, lealdade, e a partir deles, fundamentar suas vidas. Além é claro, de torná-los atletas competitivos.

Frutos - E o resultado do trabalho evidencia o seu sucesso, tanto no plano esportivo, como no social. No ano passado os alunos do Judô Bope conquistaram 18 medalhas de ouro, 11 de prata e 29 de bronze no Campeonato Mato-Grossense de Judô - IV Etapa; além do segundo lugar no pódio do campeonato.

O sensei Luiz Gustavo da Silva, 25 anos, entrou no projeto com 15 anos, hoje, formado em direito e administração, o faixa preta é casado com uma sensei que conheceu no lugar. “Tudo que eu tenho eu devo ao judô, pois na maior parte de minha vida ele foi minha renda principal ou complementar. Eu sou o primeiro faixa branca que entrou lá e virou faixa preta. Tenho minha casa, minha família e o judô não foi um divisor de águas na minha vida, mas um norte¨.

Gustavo da Silva conta que na fase de maior rebeldia para um adolescente, tinha no judô um apoio moral. Lembra que estagiou no Balcão da Cidadania da Defensoria Pública, por um ano, e que lá, aprendeu muita coisa do que usa hoje no escritório de advocacia onde atua. “Essas coisas aconteceram na minha vida e foram também, por influência do judô, pois ali, no convívio, ficamos sabendo de uma vaga, de uma informação, que de outro jeito, não teria acesso”, conta.

Início - O subtenente conta que o projeto começou em 2010 tímido, numa área de 5x5, com cinco alunos e foi crescendo, uma nova área foi comprada. “Dos cinco alunos passamos para 50, depois para 100 e atualmente treinamos 350 crianças e adolescentes, numa área de 500 metros quadrados. Dos nossos alunos, muitos fazem faculdade de direito, medicina, educação física e tudo aqui é gratuito para eles, ninguém paga nada”, conta Correia Júnior.

O coordenador, que é professor kodansha, explica que o projeto é bancado por voluntários, que além de auxiliarem com dinheiro, também ministram as aulas, três vezes por semana, para crianças e adolescentes de 4 a 18 anos. Com o dinheiro são feitas reforma e manutenção do local dos treinos (Dojo), auxílio nas viagens para participar de competições e a compra de uniformes (kimono) para os alunos.

E que de 2010 até hoje, 7.800 crianças e adolescentes passaram pelo projeto conta o coordenador. “Para mim é uma satisfação pessoal, uma ação altruísta, além de ser um serviço preventivo da Polícia Militar, pois usando o esporte como meio de educação, realmente estamos ajudando a construir uma sociedade melhor”, afirma ao ser questionado sobre o que sente ao ver que o projeto atingir uma década.

O subtenente explica que os interessados em ajudar no projeto, podem entrar em contato direto no Bope: no endereço 289, R. I, 275, avenida Rubens de Mendonça, telefone: (65) 3644-2211.

Voluntário - Para o defensor público ser doador no projeto é uma honra. “O judô é um caminho suave, no qual a disciplina, a amizade e prosperidade mútua são ensinados como a melhor forma de fazer uso da energia para ter uma vida equilibrada. Ali acompanhei a história de muitos deles e hoje ver o que se tornaram, é motivo de orgulho”, conclui.