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Idosa com edema pulmonar e insuficiência renal aguda é transferida de Juína via UTI aérea para Cuiabá após ação da Defensoria Pública

Geni Coraleski Vieira, 69 anos, estava internada no Hospital Municipal de Juína, onde não há equipamento para hemodiálise; com edema pulmonar e insuficiência renal aguda, a idosa precisava de uma UTI com suporte para nefrologia; Defensoria Pública ingressou com pedido de tutela de urgência no dia 25 de março, o qual foi deferido parcialmente no mesmo dia, às 20h27, pelo juiz plantonista; no dia 27, a aposentada foi transferida via UTI aérea para o Hospital Municipal de Cuiabá; segundo a família, Geni apresentou melhora, foi transferida para um quarto e segue fazendo o tratamento de hemodiálise
Alexandre Guimarães | Assessoria de Imprensa/DPMT

- Foto por: Divulgação
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Após atuação da Defensoria Pública de Mato Grosso, Geni Coraleski Vieira, 69 anos, diagnosticada com edema agudo de pulmão e insuficiência renal aguda, foi transferida de Juína via UTI aérea, no último sábado (27 de março), para realizar tratamento de hemodiálise em uma Unidade de Terapia Intensiva com suporte para nefrologia no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Segundo a família, a idosa apresentou melhora e, na noite de ontem (1º de abril), foi transferida para um quarto, onde segue fazendo o tratamento de hemodiálise.

Geni havia sido internada no dia 14 de março em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Juína (742 km de Cuiabá). No dia 17, com a piora do quadro clínico, a paciente foi transferida para o Hospital Municipal.

Na sequência, no dia 20, a aposentada foi transferida para a UTI com edema agudo no pulmão, que posteriormente evoluiu para um quadro de insuficiência renal aguda, agravado pelo seu histórico de hipertensão e diabetes.

Como o Hospital Municipal de Juína não dispõe de equipamentos técnicos e profissionais especializados, Geni precisava ser transferida urgentemente para uma UTI com suporte para tratamento da insuficiência renal aguda com a realização de hemodiálise, devido ao elevado risco de morte.

Celeridade – A filha dela, Cleide Coraleski Vieira Félix, 32 anos, entrou em contato com a Defensoria Pública no dia 25 de março. “Protocolamos a ação no mesmo dia e, por volta das 20h, a liminar foi deferida pelo juiz plantonista. No dia 27, ela foi transferida via UTI aérea para Cuiabá”, narrou o defensor público Thiago Queiroz de Brito, autor da ação.

O pedido de tutela de urgência foi deferido parcialmente pelo juiz Fabio Petengill, do Juizado Especial Cível e Criminal de Juína, no dia 25 de março, às 20h27. O magistrado determinou a transferência da paciente para UTI com suporte para atendimento à insuficiência renal aguda, no prazo de até 72 horas, em qualquer centro médico de Mato Grosso pertencente ou integrado ao SUS.

O pedido de internação em leito de UTI já havia sido feito via Central de Regulação do Sistema Único de Saúde (SUS). Portanto, a paciente já estava regulada, mas sem previsão de vaga na rede pública.

Gratidão – “Muito obrigada, de coração. Sou muito grata. Se não fosse a Defensoria Pública, minha mãe poderia ter morrido. Não tenho palavras para expressar o quanto estou emocionada”, declarou Cleide, com a voz embargada, por telefone.

De acordo com a filha, a pressão de Geni estava muito alta. “A gente descobriu que ela estava com um edema pulmonar, a pressão estava altíssima, não baixava por nada. Tanto é que ela foi internada na UTI mais por causa da pressão”, relatou.

Cleide conta que, por conta da pandemia de Covid-19, não esperava conseguir o tratamento para a mãe tão rapidamente. “Todo o atendimento foi feito via WhatsApp. Foi rápido, tranquilo. Fiquei surpresa, muito grata. Estamos numa crise mundial, que não acha UTI em lugar nenhum, foi um milagre de Deus”, afirmou.

Ainda assim, a viagem de Juína a Cuiabá não foi tranquila. “O pessoal do SUS me ligou no sábado (27). Ela foi por volta das 14h para Cuiabá via UTI aérea. Ela até teve um problema durante a viagem, passou mal. O rim não estava funcionando e ela começou a se debater, mas a equipe médica conseguiu resolver”, contou.

Logo depois da aterrisagem, Geni foi direito para a UTI do Hospital Municipal de Cuiabá. “Só tivemos notícia no boletim médico de domingo (28). Mas, graças a Deus, deu tudo certo. Ontem (1º de abril) ela saiu da UTI e foi para um quarto, onde está sendo acompanhada pela minha irmã”, disse Cleide.

A filha de Geni aproveitou a oportunidade para mandar um recado às pessoas que passam por uma situação semelhante. “Façam o que puder para ajudar as pessoas que vocês amam. Vão atrás mesmo porque temos os nossos direitos e muitas pessoas não sabem. É uma ajuda, um conjunto, um ajudando o outro. Assim como a minha mãe conseguiu, outros conseguirão também”, declarou.