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Sexta, 28 Abril 2017 13:22 Última modificação em Sexta, 28 Abril 2017 13:33

Defensora Pública participa da I Conferência Regional de Saúde das Mulheres

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Defensora Pública Lindalva de Fátima Ramos, durante palestra promovida na Conferência Regional. Defensora Pública Lindalva de Fátima Ramos, durante palestra promovida na Conferência Regional.

A Defensora Pública Lindalva de Fátima Ramos, que atua na comarca de Barra do Garças, ministrou uma palestra com o tema “Vulnerabilidade e Equidade na Vida e na Saúde das Mulheres” durante a I Conferência Regional de Saúde das Mulheres, que ocorreu nos dias 26 e 27 de abril de 2017.

Lindalva iniciou sua falta enaltecendo a importância do tema, estando assegurado constitucionalmente o direito à vida e à saúde (artigos 5º e 196, CF) e legalmente Lei 8.080/90. Apontou ainda a importância de pensar, entender e aceitar a mulher como um indivíduo autônomo.

Em seguida, a Defensora exemplificou quais mulheres podem se estar neste estado de vulnerabilidade, sendo principalmente as adolescentes e jovens, negras, donas de casa, profissionais do sexo, índias, trabalhadoras rurais, idosas, drogaditas. “Essas mulheres, em determinados casos, vivem com baixa ou nenhuma autoestima e com sentimento de culpa. Em seus relacionamentos, regra geral, existe submissão moral, intelectual, financeira e até existencial”, pontuou.

Prosseguindo em sua fala, questionou como garantir os direitos sexuais e reprodutivos em face da autonomia das mulheres e sua diversidade. Neste tema fora enaltecida que a sexualidade da mulher é individual e não social, e a maternidade deve ser uma escolha e não uma obrigação.

Por fim, Lindalva apontou algumas soluções para esta problemática. “O uso de anticoncepcional masculino (vasectomia, preservativo, pílula, injeção); dispositivo intrauterino; laqueadura a critério da mulher; palestras em escolas de ensino fundamental e médio, sobre direitos sexuais e reprodutivos; atendimento regular e eficaz dentro das cadeias e presídios femininos; garantia da realização de aborto legal (em caso de estupro, risco de morte e anencéfalo); capacitar médicos, enfermeiros e técnicos para um olhar e atendimento humanizado aos pacientes, em especial das mulheres e LGBT, e, ampliar e aprimorar as Redes de Atendimento para que possam falar entre si, não só por papel, mas com diálogo aberto”, explicou.

Paulo Radamés
Assessoria de Imprensa

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