Defesensoria Pública do Estado de Mato Grosso

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Terça, 03 Julho 2018 15:21 Última modificação em Quinta, 05 Julho 2018 17:14

Oficina capacitará servidores da saúde e assistência social para notificarem violência contra morador de rua

Escrito por  Márcia Oliveira

A defensora pública do Núcleo Criminal da Capital e integrante da Rede de Proteção a Pessoas em Situação de Violência de Cuiabá (RPPSV), Rosana Monteiro, coordena oficina de preenchimento de Ficha de Notificação de Violência Contra Moradores em Situação de Rua, para servidores da saúde e assistência social do município, na sexta-feira (6/7), no auditório da sede administrativa da Defensoria Pública de Mato Grosso, das 8h ao 12h.

A defensora informa que a notificação é uma recomendação do Ministério da Saúde. Mas em Cuiabá a pratica não é adotada, o que leva as autoridades públicas responsáveis por criar políticas para essa população a ignorarem as principais violências sofridas, suas formas, quais são os autores e outra informações que poderiam auxiliar na prevenção de casos.

Rosana lembra que durante a oficina, um painel sobre as violências sofridas pela população de rua será exposto, além da política nacional da população em situação de rua.

A oficina ofereceu 60 vagas, preenchidas na semana de abertura das inscrições. “A intenção é sensibilizar os profissionais desses dois setores, que têm contato direto com pessoas que estão vivendo nas ruas, para que, nos casos da vítima chegar para atendimento, apresentando relatos ou evidenciando ter sofrido violência, a ficha seja preenchida. Ter as informações é fundamental para que as práticas ilegais sejam coibidas e políticas públicas sejam elaboradas”, explica.

A defensora lembra que não existem estatísticas sobre o número da população que está vivendo nas ruas de Cuiabá atualmente, mas que no ano passado os órgãos públicos estimavam que ela girasse em torno de 400 pessoas. “Esse público é flutuante e acredito que hoje tenhamos um número muito maior de pessoas que vivem em extrema vulnerabilidade e sobre o qual não sabemos quantos são mulheres, crianças e adolescentes. Perceber que eles existem e agir para que sejam protegidos é uma obrigação do Estado”.

Márcia Oliveira
Assessoria de Imprensa

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